domingo, 1 de fevereiro de 2009

Folha 2

Devagar, suspiro fundo. Já lá vai o tempo em que suspirava entre palavras, isso era antes, agora suspiro murmúrios e falo a murmurar. Penso em cada palavra com a vida, mas não a vivo, isso fica para quem me está a olhar. Falo de frente, falo apressado, expressivo e com olhar, marco presença. Mas tu... onde tu estás? Ouvi antes palavras lidas e não me contive, cruzei braços e parei, a mente caiu ao fundo. Lá no fundo, onde o mundo continuava a circular e , entre mendigos, algum se há-de preocupar. Levantar não era opção, que stress aquele, que explosão.

Rompeu-se uma lágrima e fugiram as outras. Quanto à mesa onde estava, de tanta água (ou mágoa, talvez) ficou lavada.

Volto ao presente e os olhos lá ao fundo brilham, mas que gente, que gente esta que me extingue. Não me levanto outra vez enquanto não estiveres aqui.

Joaquim Salgueiro.

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