quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O baixo do alto.

Leviano, o meu sorriso,
Numa rua de paralelos soltos
com olhares de pedra moveis
e calhaus envoltos.
Sentado em cada esquina
anda um senhor pedinte
que pede demasiado para viver
(No fim morre de desgosto)
E num alto de picos imaginados
onde vultos melancólicos caminham,
sobrevoo a vista cega de tantos eles...
E que a falta de visão não me falte
quando estes ouvirem algo.
Que não sofram de solidão cínica
ou de honestidade anímica.

Em que ponto estou eu?
Qual fósforo queimo,
Qual chama me deito e ajeito,
Mundo, não te magoes mais.

Joaquim Salgueiro.

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